A exploração de rebanhos pecuários constitui-se em uma atividade primária importantíssima para a economia do Rio Grande do Sul, precisando do principal recurso forrageiro para suprir as necessidades da produção animal no estado: aproximadamente 12 milhões de hectares de pastagem natural.

É fato conhecido que esse recurso forrageiro sofre com um intervalo na produção, determinando que animais criados extensivamente sobre tais pastagens enfrentem um período com excesso na oferta de forragem – primavera/verão, e escassez – outono/inverno.  Os rebanhos que apresentam baixa eficiência, são aqueles criados sem nenhuma estratégia de forrageamento voltada para essa época de crescimento das pastagens naturais, traduzindo-se no rebanho bovino em baixa taxa de desfrute.

Entre as opções para tal período, se tem a adubação das pastagens nativas, visando a fenação do excedente de forragem produzida nessas pastagens, direcionando o fornecimento deste feno para a época crítica do crescimento das pastagens. O potencial de produção e a qualidade da forragem dessas pastagens ainda não estão completamente determinadas, sendo possível aumentar a quantidade e melhorar a qualidade da forragem (feno) por meio de adubações.

Pastagens

Fonte: UATA/CCTA/UFCG

Após o clima, o fator de maior importância para a produção de matéria seca é a disponibilidade do nitrogênio, e, os resultados mediante a fertilização com esse elemento, é possível elevar a produção de matéria seca e alcançar níveis impossíveis de serem obtidos com qualquer outro manejo com até doses de 350 kg/ha do nutriente. Para cada incremento na dose de nitrogênio, se produz um aumento na produtividade de matéria seca e o mesmo é percentualmente menor. À medida que a dose do fertilizante aumenta, até que, em doses superiores a 500 kg/ha de N, as produtividades alcancem nível máximo e se estabilizam.

Conforme o médico veterinário Renato Roque Mariani Júnior, o experimento constatou que a adubação de pastagem é um diferencial na pecuária e quando se alia o nitrogênio tem resultado ainda melhor. Conforme ele, as análises mostraram que houve um crescimento de 42% na produção de alimento por hectare e cerca de 20% a mais de proteína.

(Fonte:massanews.com.br)
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