A inovação tecnológica está transformando todos os setores da economia e da sociedade. Da mídia às finanças, passando pela saúde, educação e varejo, não há atividade que escape das mudanças provocadas pela tecnologia. Depois de vários outros mercados serem mudados pela transformação digital, agora é a vez do campo. A agricultura está entrando numa nova etapa. Nessa fase, os algoritmos chegam às fazendas para elevar a produtividade a níveis inimagináveis há até alguns anos.

Na revolução digital agrícola em curso, a Inteligência Artificial (AI) promete ocupar papel de destaque, com impacto em toda a cadeia do agronegócio. Como sempre acontece quando surge alguma inovação tecnológica fantástica, há muito entusiasmo e grande expectativa no mercado, a  inteligência artificial é um ramo da ciência da computação que se propõe a elaborar máquinas e sistemas inteligentes, ou seja, que sejam capazes de raciocinar, aprender, tomar decisões e resolver problemas.

Cada dia a tecnologia avança significativamente na busca por sistemas que permitam trabalhar e tomar decisões por conta própria. Por conta disso, o nível de automação do agronegócio brasileiro é expressivo. Hoje, muitas usinas e fazendas já estão conectadas por meio de redes instaladas no campo. Com isso, das operações mecanizadas até a quantidade de chuva que cai em cada talhão, tudo pode ser monitorado em tempo real. Já é possível até mesmo ter toda a rastreabilidade da produção, sem nenhuma interferência humana.  

 

Inovação tecnológica

Fonte: Internet

 

Já existem protótipos de tratores, na área de máquinas agrícolas, que funcionam sem a necessidade de uma pessoa operando. O sistema de autodireção já está disponível nas máquinas agrícolas atuais, mas as tecnologias autônomas levarão esses recursos a um nível muito superior. Com o uso de inovação tecnológica, esses veículos poderão, sozinhos, decidir parar o que estiverem fazendo caso comece a chover e mudar de rota, indo para uma área seca. Todo esse processo poderá ser acompanhado remotamente pelo produtor rural ou um funcionário por meio de um smartphone.

Toda essa inovação tecnológica já está presente no agronegócio, em maior ou menor grau. Ainda que os avanços dos últimos anos tenham sido notáveis,  a verdade é que as maiores oportunidades ainda estão por vir. Segundo os autores Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee em artigo publicado na Harvard Business Review, “o gargalo hoje está no gerenciamento e na implementação dos sistemas de Inteligência Artificial na operação das empresas e nas fazendas também. Afinal, estamos falando de uma face novíssima da inovação, com reflexos ainda difíceis de calcular”.

O que vamos ver nos próximos anos é o aperfeiçoamento dessas tecnologias a um ritmo extremamente veloz, e isso vai exigir dos players da agricultura digital investimentos elevados em tecnologia, inovação e preparação de equipes, além da capacidade de antecipar cenários e agilidade para se adaptar a eles. Não é um jogo para qualquer um. O ponto importante é que o Brasil, como potência agrícola e histórico de inovação no agronegócio, possui todas as credenciais para ser protagonista dessa nova fronteira do mercado AgTech.

 

(Fonte: www.portaldoagronegocio.com.br)

 

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