A cevada é cultivada em escala comercial no Brasil, exclusiva para uso na fabricação do malte e principal matéria prima da indústria cervejeira. A expansão da cultura da cevada é relativamente recente e, em grande parte, deve-se às iniciativas da indústria cervejeira que fomentou a produção nacional para garantir a oferta, contrapondo o encarecimento do produto externo na década de 1970.

Segundo os dados do IBGE, o Paraná é o primeiro colocado entre os produtores de cevada, seguido do Rio Grande do Sul (157.800 toneladas), São Paulo (12.432) e Santa Catarina (5.194). Conforme Marcelo Garrido, economista do Deral, a área de plantio da cevada tem se mantido estável nos últimos anos, em torno de 50 mil hectares.

O Paraná além de estar entre os maiores produtores nacionais de grãos e outros produtos agro, o estado é destaque em todas as etapas da cadeia produtiva desta, que é uma das bebidas mais amadas no Brasil. Com cerca de 54 mil hectares previstos para a safra 2017/2018, se tem uma produção estimada em 251,9 mil toneladas.

cevada

Fonte: IBGE

A prosperidade da cevada no estado, por ser uma cultura de inverno – que é muito boa para a região do Sul, se deve principalmente a fatores como: expansão da produção de malte no estado, a presença de gigantes como Heineken e Ambev, e ao crescimento das microcervejarias fabricantes das cervejas artesanais.

O Brasil deve produzir, na safra atual, 427.394 toneladas de cevada, das quais 251.968 toneladas serão colhidas nos campos paranaenses, ou seja, cerca de 60% do total. A estimativa de maio representa um crescimento de 1,6% em relação à divulgada no mesmo período do ano passado (247.813 toneladas).

Anualmente, cevada, malte e extrato de malte são importadas pelo Brasil para complementação da demanda interna, já que o consumo anual de malte pela indústria cervejeira está estimado em 1,3 milhão de toneladas. 85% desta demanda é suprida através de importações de grãos e malte da Argentina e do Uruguai que são os principais fornecedores. Nos últimos anos, observou-se também o crescimento nas exportações, onde o destino das cervejas brasileiras é, preferencialmente, a América do Sul (Paraguai, Argentina e Bolívia).

Sem dúvidas, o mercado cervejeiro é diferente, muito criativo e que lança novos tipos de cerveja o tempo todo. Em função disso, o número de cervejarias cresceu e, além das grandes multinacionais, existem inúmeras microcervejarias, que se tornaram um nicho de mercado com rápido crescimento nos últimos 5 ou 6 anos.

 

(Fonte: site Paraná Portal)

 

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