O tomate é fonte de emprego e renda, seja do campo diretamente à mesa ou como matéria-prima. Os maiores produtores de tomate são Goiás, responsável por 32,4% da produção nacional, São Paulo, com uma produção de 21,1%, Minas Gerais com 16,7%, Bahia com 4,5%, e Santa Catarina com 4,4%.

É uma atividade que gera empregos diretos por hectare, com isso o mercado de tomate movimenta cerca de R$ 3,2 bilhões anuais e Goiás, sendo o principal produtor do país, produz 12,3 mil hectares de área plantada com a variedade específica para processamento.

Este ano o plantio iniciou em março, finalizado entre junho e julho, a colheita começou em agosto e termina em novembro, devendo totalizar 4,5 milhões de toneladas de produção nacional esse ano. Com relação a safra de 2017, 2018 será 1,9% superior, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola.

Tomate

Fonte: Internet

No Brasil, existem nove tipos de tomates comestíveis. Outras 50 variedades são desenvolvidas no país, segundo a Embrapa. O tipo rasteiro é a principal matéria-prima para a indústria de molhos e derivados. O cultivo desse tipo de tomate, que é utilizado para a produção de extrato, catchup e molhos, ocupa uma área de 17,3 mil hectares, com  um volume de 1,4 milhão de tonelada de tomates processados.

A importação e a exportação de polpa de tomate no Brasil são pontuais, feitas principalmente por algumas indústrias do nordeste e sul. Conforme o presidente da Abratop Rafael Santana “o desafio é melhorar a infraestrutura de energia para instalação de novas áreas irrigadas, diminuir os custos fiscal e de transporte para exportação, além de desenvolver uma cultura focada no mercado interno e externo, ampliando os horizontes do comércio de tomate processado”.

O mercado de tomate industrial ainda tem espaço para crescer, dados da Abratop indicam que o consumo do brasileiro para produtos processados, a partir de tomate, gira em torno de 3kg per capita. Na Tunísia, o consumo anual, por habitante, é de 75kg. Estados Unidos, Suíça e Bélgica também são grandes consumidores, com uma média de 30kg por habitante. O hábito de consumir tomate nesses países está diretamente relacionado à oferta do produto aliado à preocupação com a saúde,  já que o produto possui licopeno, antioxidante considerado eficaz no combate ao câncer.

 

(Fontes: Correio Braziliense, Dinheiro rural)

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