A expectativa é que o subsídio em juros seja substituído, cada vez mais, pelo auxílio governamental para o seguro rural. As mudanças estão focadas em três problemas: risco do produtor, escassez de crédito e endividamento rural.

Expectativa é que ministra da Agricultura anuncie no Show Rural Coopavel, realizado em Cascavel, a opção por auxílio sobre seguro rural em troca das taxas de juros abaixo do mercado

A nova política agrícola é muito mais moderna, alinhada à realidade e às necessidades atuais – adianta o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, que está participando das discussões com a equipe econômica do governo em Brasília. A intenção é permitir que o produtor tenha uma oferta maior de crédito, com juro menor, por meio de investimentos vindos de diversas fontes – inclusive estrangeiras.

– Da maneira como está hoje, a política de crédito não é mais eficiente. A distância entre os valores anunciados e o concretizado vem aumentando a cada ano – afirma Luz.

Diante dessa tendência e da maior confiança do setor empresarial como um todo após quatro anos de crise, a oferta de crédito e a expectativa de crescimento aumentaram substancialmente. O Sicredi praticamente dobrou o volume de recursos disponíveis para financiamentos, no Show Rural. Dos R$ 300 milhões disponibilizados em 2018, o valor saltou para R$ 550 milhões neste ano. 

Já a Sancor Seguros planeja novas linhas para a produção, como para uva de mesa e para produção de vinhos, além de preparar o lançamento do seguro de renda ao agricultor. Com isso, projeta aumentar o faturamento em 30% neste ano em relação a 2018, depois de registrar alta de 25% sobre 2017. 


“O agronegócio é uma atividade rentável, lucrativa e que não precisa de subsídio direto. Precisa de financiamento, de prazos longos e de segurança e por isso o seguro é fundamental”, disse o presidente nacional do Sistema Sicredi e coordenador do Conselho Especializado de Crédito da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras)


Para o gerente comercial de seguros agropecuários da Sancor do Brasil, Everton Todescatto, o subsídio nesse tipo de produto faz mais sentido por garantir o recebimento do agricultor em caso de quebra de safra. “Em caso de perda, isso evita aquelas renegociações intermináveis da dívida e permite que o produtor já vá a campo logo na sequência”, disse. 

Fontes: Zero Hora e Folha de Londrina

Compartilhe esse post!