As vendas mais lentas não acontecem só no Brasil, mas na América do Sul de uma forma geral. Na Argentina, o resultado das eleições que levará à posse em 2020 um novo governo de esquerda com Alberto Fernández e Cristina Kirchner trouxe extrema incerteza ao setor agropecuário e impacto diretamente no ritmo da comercialização.

“O produtor brasileiro foi quem mais acertou a comercialização até agora. Ele vendeu no momento certo a soja antecipada, quando os preços caíram no vale, poucos venderam. A comercialização caminha mais lentamente no Brasil neste momento e esta é uma postura acertada do produtor nacional neste momento, como explica o consultor em agronegócios Ênio Fernandes, da Terra Agronegócios. 

E é por isso que o Brasil já tem cerca de 35% de sua sua safra de soja 2019/20 comprometida, número que fica em linha com a média dos últimos anos. E esse é, segundo Fernandes, mais um sinal da eficiência do produtor brasileiro na hora de vender sua soja. 

O consultor explica, que essa lentidão das vendas que se observa neste momento é reflexo de uma combinação do dólar mais baixo, das incertezas sobre o acordo entre China e Estados Unidos e também com o sojicultor focado em seus trabalhos de campo, buscando ter uma segurança maior de sua safra. 

“O produtor brasileiro foi ágil em construir margens para 2020. O produtor argentino agora não vende por extrema insegurança financeira. Tem o peso, as retenciones, e o produtor ainda não sabe para onde vai tudo isso”, diz o consultor. 

BOLSA DE CHICAGO

O mercado, ainda como explicou o consultor, segue esperando por mais informações e detalhes do acordo entre China e Estados Unidos para definir seu direcionamento. 

Na Bolsa de Chicago, os futuros da soja registraram um novo dia de estabilidade, com pequenas altas de 1,50 a 2,50 pontos nos contratos mais negociados. O contrato janeiro fechou com US$ 9,38 e o maio/20, US$ 9,63 por bushel. 

Fonte: Notícias Agrícolas

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