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Energia solar: conheça os benefícios para quem é do agronegócio

Energia solar traz vantagens e benefícios para quem é do agro

Quem já produz dentro de um sistema com Energia Solar começa a colher os resultados. 

Mais barata, limpa e de fácil manutenção. Estas são apenas algumas das principais vantagens de um sistema que utiliza a luz solar como fonte de energia. E para quem tem custos muito altos com energia elétrica, os benefícios são ainda maiores. Ter uma redução na conta de luz irá resultar em aumento de produção e de competitividade. E esse é o caso do agronegócio.

O mercado de energia solar no agronegócio já ultrapassou R$1,7 bilhão de investimento em 2020. Segundo pesquisa realizada pela Aneel e Absolar, em 2021, o setor rural já representa 13,1% da potência instalada no país, com mais de 790 MW instalados. Em 2020, o setor do agronegócio atingiu cerca de 320W de potência com energia fotovoltaica. Em 2019, 160W. Aumento expressivo, o que demonstra o potencial de crescimento.

O aumento na procura por essa tecnologia entre produtores rurais faz sentido quando se analisa a demanda por eletricidade deste setor. São serviços como eletrificação de cercas, irrigação, resfriamento e aquecimento de água, bombeamento de água, maquinário, iluminação e atividades rotineiras (aparelhos domésticos, alarmes, ar-condicionado, portões eletrônicos etc.). E além de atender a demanda da fazenda, a energia solar possibilita mais independência ao produtor rural que fica protegido das variações das tarifas energéticas, que acontecem tanto pelos frequentes aumentos na conta de luz quanto por períodos de crises hídricas.

A redução na conta de luz com a energia fotovoltaica contribui para o ganho de produtividade e eficiência, já que se pode investir o valor economizado em energia no próprio negócio. Outro produtor que já está aproveitando este benefício é o Vanderson Goulart, proprietário da Fazenda Pilar, na cidade de Natércia – MG.

A energia solar é uma forma sustentável de transformar a captação de luz solar em energia elétrica. Isso faz com que ela se torne uma energia inesgotável e limpa, sem impacto negativo ao meio ambiente, como é o caso das hidrelétricas e termelétricas.

Uma usina solar fotovoltaica é composta, principalmente, por dois componentes: os painéis solares e os inversores – além de estrutura de fixação dos paineis, fios e cabos elétricos, entre outros itens. A captação da luz solar ocorre através dos painéis solares, que são formados por um conjunto de células fotovoltaicas que transformam a luz solar em energia elétrica. O inversor é o coração do sistema, e transforma a energia gerada de corrente contínua para corrente alternada, disponibilizando assim, o uso na unidade consumidora.

A energia gerada pela usina solar fotovoltaica pode ser utilizada em propriedades rurais, comércios, residências e indústrias. O projeto pode ser dimensionado para a usina gerar energia suficiente para atender a demanda de uma propriedade rural, por exemplo. Todo o excedente de energia gerada que não é consumida volta para a rede da concessionária para ser utilizada em outras unidades consumidoras vizinhas, e isso se reverte em créditos em kWh para o titular da usina utilizar em dias de baixa ou nenhuma geração, como é o caso de períodos nublados ou noturnos. Os créditos tem validade de 5 anos. O sistema de compensação foi regulamentado no Brasil em 2012, pela Resolução Normativa nº 482, que permitiu a criação de sistemas de Geração Distribuída local.

Outra vantagem dos créditos: eles podem ser utilizados pelo titular da unidade consumidora para descontar do valor da conta de luz, o que pode resultar em uma economia de até 99%. Para atividades de alto consumo, como o agronegócio, a redução é expressiva.

Invista em energia solar

Hoje o Brasil possui 9,4 GW de potência instalada, representando R$49,9 bilhões em novos investimentos, 283 mil novos empregos gerados e mais de 10,3 milhões de toneladas de CO² evitadas. Parte disso vem de projetos rurais, que, somados, representam mais de 37 mil sistemas fotovoltaicos instalados, beneficiando a sustentabilidade e economia no agronegócio brasileiro. Minas Gerais é o estado com a maior potência instalada de geração distribuída (considerando todos os segmentos), cerca de 17,8% em relação aos outros estados brasileiros, em seguida, vem São Paulo e Rio Grande do Sul com 12,5% e 12,4% respectivamente, de acordo com a Absolar (2021).

O investimento em um sistema fotovoltaico tem retorno rápido, em um período médio de 4 a 7 anos. Levando em conta a rentabilidade de outros tipos de investimento, como a Poupança, com 4,73% a.a. ou mesmo a Renda Fixa, que varia de 5,22% a.a. (Tesouro Selic) e 5,73% a.a. (CDB), a energia solar sai na frente com uma média de 24% a.a. de rentabilidade, sem contar na valorização do imóvel, em até 6% o imóvel.

Além disso, o risco do investimento é baixo. A geração da própria energia só depende do bom funcionamento da usina e de questões climáticas que, no Brasil, variam pouco historicamente, além de ter ótima incidência solar em boa parte do seu território quando comparado a outros países. A usina costuma ter durabilidade maior que 25 anos e os principais componentes possuem garantia por vários anos.

Cada vez mais, a energia solar vem recebendo novas linhas de financiamento junto aos bancos e cooperativas de crédito, com taxas muito atrativas e prazos de pagamento diferenciados. Um exemplo: o Programa ABC (Programa para Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura), umas das principais linhas que financia soluções sustentáveis, recebeu um investimento de mais de R$5 bilhões, com taxa de juros de 5,5% e 7% ao ano, carência de até oito anos e prazo máximo de pagamento de 12 anos.

Saiba mais: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/especial-publicitario/alba-energia/noticia/2021/07/27/energia-solar-solucao-sustentavel-e-economica-para-o-agronegocio.ghtml